domingo, 31 de maio de 2015

319 km que nos separam!

O que é bom passa a correr :( foi um super fim de semana em família, deu para descansar, passear, comer muito muito... e principalmente para matar as saudades da família. 
É sempre difícil estar longe das pessoas que amamos e que nos fazem tão bem ... Que venham mais fins de semana destes. 















sábado, 30 de maio de 2015

É já amanhã :):):) Matis Festival 2015

A Matis Festival - Your marketing show é um dos eventos mais esperado do ano. Se a primeira edição foi um sucesso, esta segunda edição também o será. Vai ser sem dúvida um dia cheio de muita diversão e animação em família  e cheio de grandes marcas para podermos perder a cabeça :):):)

Apareçam :):):)





Para mais informações deixo o site do facebook do Matis Festival 



sexta-feira, 29 de maio de 2015

Para a pessoa que me inspira todos os dias!

Tenho por habito escrever cartas em dias especiais às pessoas que amo, aos meus pais, irmão, marido e até as Marias já contam com algumas destas cartas.
Desta vez resolvi escrever aqui sobre uma das pessoas mais especiais da minha vida, a pessoa que me inspira todos os dias, a minha doce e grande Mãe, pequena no tamanho mas com um coração do tamanho do mundo.
A minha mãe mora longe de mim, aliás sempre tivemos muito longe uma da outra mas nem por isso a nossa amizade e amor mudaram. Até mudou, mas sempre para melhor. Mora numa aldeia chamada Termas de Monfortinho onde os acessos a saude e educação quase que não existem, por isso tive de sair de lá para ir estudar  e depois trabalhar. Lisboa é a minha cidade, não nasci cá, mas o meu coração apoderou-se desta cidade magica. Já ca estou há 11 anos e sou muito feliz nesta terra onde decidi viver e ser feliz. 
As  escolhas que fazemos nem sempre são fáceis e por vezes têm implicações difíceis, estar longe da minha familia acreditem que não é nada facil, sempre foi dificil lidar com isso, com as imensas saudades, com a imensa falta de um abraço de mãe ou colo de pai ou de simplesmente chatear o irmão... caramba como isto é bommm. Talvez tenha sido a ausência que sempre animou os nossos encontros e reencontros e conversas diarias ao telefone, refeições a ve-los pelo skipe, e que tenha tornado a nossa relação tão forte e tão especial. 
A minha mãe sempre cuidou de mim e da minha familia tao bem, é uma pessoa maravilhosa, doce, muito trabalhadora, é o maior exemplo de optimismo e de força que tenho... A minha mãe sofre de esclerose multipla há mais de 20 anos e recentemente de artrite reumatoide, acreditam que so a vi chorar quando a médica lhe disse que tinha de ficar internada e ainda nem sabia o diagnóstico, chorou só porque não podia ir para casa cuidar de nos... ela é mesmo uma força da natureza e eu tenho tanto mas tanto orgulho de te-la como mãe. Nunca se queixa de nada é feliz com pouco e ao mesmo tempo com tanto, porque o amor é tanto e tanto. 
Ela ensinou-me a ser uma grande fada do lar, a ser feliz, a ser agradecida, a ser optimista, a ser eu e a gostar de mim como sou com as minhas qualidades e os meus defeitos, ensinou-me a amar, ensinou-me a importância do amor, da amizade, da vida, ensinou-me a ser mãe... ela é a minha inspiração diaria, quem me dera que as Marias tenham a admiração por mim como eu tenho pela minha mãe. 
Hoje é o aniversario dela e vamos fazer 396 km para estar junto dela no fim de semana, tento aproveitar cada tempo livre que tenho para estar junto das pessoas que mais amo e qua mais fizeram por mim e pelas minhas Marias. A minha mãe sofreu comigo a angústia e o medo de as perder, esteve comigo nas minhas lágrimas, quando o meu coraçao parava  com tanto sofrimento, a minha mãe abracava-me, dava me força, acreditou comigo, cuidou de mim do andre e das Marias nos primeiros meses ca em casa e nunca mas mesmo nunca nos vamos esquecer de tudo o que fez por nós. As Marias vao ficar muito orgulhosas por saber que a avó Celinha cuidou de nós 4 tão bem e que as ajudou a crescer, vai ser sem dúvida uma pessoa muito especial na vida delas. 
Para se ser especial tem de ter um coração diferente, um grande amor por tudo e por todos e uma imensa vontade de viver e alegria por fazer desta grande aventura que é a vida...e tu Mãe és tão mas tão especial.  

Obrigada Mãe pelo teu imenso Amor e por seres quem és. 
Amo-te Mãe ... todos os dias.







Dia da Criança 2015 um envento BARRIGAS DE AMOR®

O dia da Crinaça 2015 está a chegar e o BARRIGAS DE AMOR® esta a preparar um grande evento para passar uma manhã única e super divertida em familia. É a 3 ª Edição do evento BARRIGAS DE AMOR® - Dia da Criança, a acontecer a 31 de maio, na Quinta Pedagógica Armando Villar / Quinta da Ponte, Cascais, entre as 10h e as 13h.
De certeza que vai ser  manhã muito animada, cheia de surpresas para os mais pequenos. Apareçam :)








quinta-feira, 28 de maio de 2015

E foi assim o aniversário da mamã!

A mamã ontem fez 30 anos e foi dia de festejar!! Primeiro no trabalho junto dos colegas e amigos que tanto gosta e mais tarde em casa com alguns amigos, connosco e com o papá:):):) e acabaram também por festejar o aniversário do papá e o segundo ano de casamento deles que foi no dia 18 :):):)

No fim de semana vamos ter uma terceira festa com os avós e tio peluche :)
Vai ser uma grande viagem e uma grande festa ... O aniversário da avó Celinha :):):)














quarta-feira, 27 de maio de 2015

Parabéns meu Amor!

Parece que foi ontem que te conheci. E é sobre isso que me apetece escrever.
Contar ao mundo sobre a Débora Menina que conheci. Mas a Débora Mulher que já eras.
Uma Débora Menina, doce, meiga, carinhosa. Que me seduziu com um olhar apenas. Mas um olhar intenso, verde, viciante, mágico. Que me conquistou com um mexer de ombros sensual, que fazia o meu coração bater mais forte a cada momento! Que me derreteu com mimos e carícias. Que me fez rir e voar, com um sorriso e alegria contagiantes! Que me irritou com birras de Menina, mas que me fez Amar com todo um mundo de inocência, bondade, magia!
Mas uma Débora Menina que sabia já ser uma Débora Mulher! Capaz de (des)organizar a minha vida. De lhe trazer cor e diversão. Mas ao mesmo tempo orientar-me num caminho que sempre quis. Capaz de me fazer sentir amado, desejado, feliz!
Uma Débora Mulher que sabia já, desde há muito, aquilo que queria! E que sempre tinha lutado por o conseguir. Com verdadeiros princípios, com valores, com sentido de justiça, e acima de tudo, com uma bondade muito grande. Com uma força e coragem sem fim, incapaz de dizer que não a um novo desafio, e incapaz de não o vencer.
Mas a vida deu muitas voltas, e obrigou-te a crescer ainda mais. E o quanto cresceste! Crescemos, juntos! A Débora Mulher transformou-se em Débora Mãe. E que Mãe! Capaz de tudo para proteger aqueles que ama, e de nos fazer felizes, todos os dias! Sem perder nunca aquela força da Debora Mulher, e a magia e inocência da Débora Menina!

Admiro e Amo cada vez mais a Débora Mãe e Mulher que hoje és, e a Débora Menina que continuas a ser!

Feliz aniversário meu amor! 

sábado, 23 de maio de 2015

Os blogs amigos das Marias (#2) - Mulher, Filha & Mãe


Uma história com um início inesperado, mas com uma continuação feliz! 


Eu, Grávida de 32 semanas da Madalena
Era dia 29 de Dezembro de 2014, e estava eu bem longe de saber que vinha aqui parar.
Eu, Ana, com formação na área da saúde, senti que tinha chegado o momento ideal para ter um(a) filho(a). E assim foi.
Demorou algum tempo até acontecer, mas quando aconteceu, tinha, entre tantas outras variantes:
- Uma obstetra espetacular, que cuidou de mim da melhor forma possível. 
- Uma gravidez muito desejada, mas ligeiramente conturbada, dada a intensa sintomatologia que me assistiu [vomitei bastante do inicio ao fim da gravidez]. 
- Chegado o momento, um parto induzido, mas sem dor.
- Assim que a vi e senti, sem dúvida alguma que tinha uma filha linda, e após devidamente observada, considerada saudável.
- Um marido atento, cuidadoso e que me ama, tal como sou.
- Uma mãe, um pai e uma irmã, preparados para darem tudo e mais um par de botas, para me ajudarem.
- Amigos verdadeiros, com quem podia contar. Com quem, desde sempre, pude contar.


Nós, a preparar a saída da maternidade no dia 31 de Dezembro de 2014.

                  E ali. Logo ali, a 31 de Dezembro de 2014, poucas horas antes do virar do ano e já em casa, começam as minhas 4 semanas de terror. Será que estão a questionar-se sobre a minha última afirmação, após todos os factos que vos apresentei? Se estão, eu respondo: Sim, terror. 
      Foram semanas muito complexas, especialmente a nível psicológico, as que se seguiam. 
                 Já ouviram falar de babyblues? Eu nunca tinha ouvido falar do cerne dessa mesma questão, previamente. Chorar? Ficar triste? Estar Chateada? Irritada? Qual quê! 
       É muito mais do que isso. Muito mais do que isso.
Cerca de 30 minutos após a chegada, começo a sentir o cansaço a pesar inerente às alterações das novas rotinas, e tudo o que poderia envolver as sensações físicas de um pós-parto e sento-me para descansar um pouco.
De repente, paro, escuto e olho à minha volta. Começo a sentir-me estranha, é complicado explicar a sensação. Não é mal disposta. É mais, triste, angustiada, parece que de repente injeta-se em mim uma hiper-consciencialização das características desta minha nova fase de vida, e começa-se a abrir uma cratera na zona mais profunda do meu ser. E pior, parecia que já ali estava há muito tempo, bem tapadinha, por uma película muito fina, mas resistente. Não consigo perceber porque é que esse buraco se começa a abrir logo ali, naquele momento em que estava só comigo e com a minha filha, no ninho que fui criando para ela. 
Não consigo perceber. É certo! E rápido se desenvolve um turbilhão de emoções que começam a girar à minha volta, que surgem e urgem de expressão, pelo que, desato a chorar compulsivamente. Enquanto choro sem conseguir parar, fecho a porta e rezo para que ninguém me veja naquele estado. Só conseguia pensar: "Mas o que é que se passa comigo? Deveria estar tão feliz com tudo o que me está acontecer de bom, e só consigo chorar? Porquê? O que se passa?"
A situação foi piorando nos dias que se seguiram e intimamente, só me queria isolar, chorava de repente e compulsivamente mal alguém verbalizava alguma coisa que não me caísse tão bem  (às vezes sobre assuntos mais complicados, mas outras vezes, sobre assuntos que pouca importância teria dado se estivesse tranquila), com mudanças rápidas e intensas de humor.
Para além disso, fazia-me imensa confusão que as pessoas viessem ver-me a mim e á minha filha e a quisessem pegar ao colo. Achava que todos eram chatos, inconvenientes, e sentia que precisava de tempo para mim e para ela (no fundo, para nos conhecermos melhor uma à outra) e que ninguém o respeitava. Sentia que ninguém compreendia este tempo e que todas as pessoas só ligavam às suas mais profundas necessidades de verem um bebé, beija-lo, pega-lo ao colo e não aquilo que realmente interessava: o descanso do bebé e o meu descanso. 
Comecei desde logo a sentir alguma revolta quando percebi que o problema era comum e que pouco ou nenhum apoio estrutural e/ou teórico havia a nível nacional, e a pensar concomitantemente: "Porque é que, se este é um problema tão comum, ninguém me falou sobre isto? Mas será que só o aparecimento de incontinência, hemorróidas, dificuldades a nível sexual, alopécia, cáries, privação de sono, entre outros, é que interessam clinicamente? Mas será que ninguém compreende como é que isto pode afetar a vida de uma pessoa, pessoal e coletivamente? 



Nós, na nossa primeira semana em casa.

    E há medida que o tempo passava a situação ainda me revoltava mais. Aliás, o babyblues passou, de repente, de um dia para o outro (o que foi estranho também, mas pelo que me informei, normal) e a marca de tudo o que senti tão interna e profundamente, a forma como isso me transformou e me deslocou, a forma como me arranhou e sangrou durante o meu primeiro mês de maternidade, quando eu pensava (erradamente) que era tudo, ou praticamente tudo, um momento pintado de cores claras e suaves, continuou a matutar na minha cabeça. 
      E daí, surgiu este meu/nosso espaço. Pensado para ser dedicado à publicação e debate de  várias temáticas dentro da esfera feminina muito inerente a um papel maternal, mas, acima de tudo com um objetivo muito claro transverso ao seu desenvolvimento: Poder dar mais de voz à questão que me trouxe até aqui e ajudar, tal como um dia me ajudaram a mim, o máximo de famílias que for possível e que passam ou que poderão vir a passar pelo mesmo que eu: pelos tais, babyblues.
 

Nós, a trocar olhar cúmplice e ternurento captado pelo Pai.


Já agora...

...Sabiam que a Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 60-80% das mulheres passe por esta fase no pós-parto? E que mais facilmente, desta forma, a pessoa possa desenvolver uma depressão pós-parto?


Dá que pensar, não dá?



Ana Vale
Autora do Blog Mulher, Filha & Mãe


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